"E, nos murmúrios do vento, vão-se os meus silêncios"" (Sonya Azevedo)

 

05/08/2026

Estrela Ausente

Estrela Ausente - Soneto clássico de Saudae

Estrela Ausente

 Ó tu, que ora és minha amada estrela,
Onde te escondes nesse céu vazio,
Num pálio escuro que ora flui tal rio,
Levando-te à cascata, sem contê-la?

Como posso eu, nu'a noite sem estrela,
Ouvir na solidão teu balbucio
Chegando a mim co' o vento brando e frio,
Trazendo à alma a voz para absolvê-la?

Na noite em que a saudade chega forte,
Pulsa em meu seio, eu corro e abro a janela
Na ânsia de ouvir-te ou algo que conforte

Esta alma que, doída, se rebela
Co' o céu, que se recusa a dar suporte,
Té avivar o ouro da minha estrela.

Sonya Muyllaert

19 comentários:

  1. Aline Pedreira de Menezes5/8/26 18:14

    Três joias preciosas! Cada dia mais inspirada! Parabéns! Amei querida.

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  2. Garfield5/8/26 22:02

    😼 Já estou miando por aqui. rsrsrsrs

    Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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  3. Sonya,
    É ótimo descobrir o seu espaço na blogosfera e ter o prazer de ser um dos seus primeiros amigos (seguidores).
    Um abraço!

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  4. Sonya,

    que beleza de palavras… Há poemas que não apenas se leem, mas se sentem. O teu parece ter sido escrito pela própria saudade, essa visitante que chega sem pedir licença e encontra morada no peito. Talvez a estrela não esteja escondida, apenas tenha escolhido outro lugar no céu para continuar brilhando. E, quando a noite parece vazia, é justamente a nossa memória que acende pequenas luzes dentro de nós. Que o vento brando leve até onde estiver essa estrela todo o carinho que colocaste em teus versos. E que, mesmo nas noites mais solitárias, nunca te falte uma luz para aquecer a alma.

    Com carinho,
    Fernanda

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  5. Sô Poesie6/8/26 09:59

    Bom dia, Sonya, querida, parabéns, parabéns! Belíssimo soneto, cheio de poesia de primeira estrela! Lindo seu blog, muito sucesso e paz na alma poeta.

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  6. Venho do almoço a pensar que devia ter saboreado uma sobremesa para, de certa forma, animar o que resta do dia de trabalho.
    E, eis que, deparo-me com o teu blogue...
    Agora, depois de ler este amoroso poema, a sobremesa...já não faz falta!

    Cumprimentos.

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  7. Roselia Bezerra6/8/26 17:53

    Amiga Sonya, boa noite de paz!
    Um belo poema escrito do fundo da alma.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  8. Mário Margaride7/8/26 19:30


    Boa noite, amiga Sonya!

    Belíssimo soneto aqui nos presenteias.
    Sem dúvida que o amor ausente, mas presente, dói mais que a ausência do próprio amor.

    Gostei muito.

    Beijinhos, e bom fim de semana!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  9. Sonya, vi teu comentário e vim te ver! Linda poesia e desejo boa sorte no blog, sem cópias que detestamos,rs
    beijos, lindo fds! chica

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  10. Momentos8/8/26 19:16

    Bella Sonya, bellísimo soneto que acaricia el alma. una delicia leerte.
    Feliz fin de semana
    Besitos

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  11. Lindíssimo!
    Que nos haja uma Estrela quesempre nos brilhe!

    Boa semana!

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  12. 🌺 Hada de las Rosas 🌺9/8/26 21:47

    Beijos, querida Sonya!

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  13. 🌺 Hada de las Rosas 🌺9/8/26 22:09

    Tu poesia es altamente preciosa, muchos besos y abrazos.

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  14. Sonya,
    Este seu soneto é magistral.
    A sua escrita é meticulosa e cada palavra tem um peso intencional que torna o poema uma obra de arte literária.
    Boa semana minha amiga.
    Beijos.

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  15. Mário Margaride11/8/26 15:53

    Olá, amiga Sonya.
    Passando por aqui, relendo este belíssimo soneto que muito gostei, e para desejar uma excelente semana, com tudo de bom.
    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  16. Oi, Sonya! Vim visitar seu novo blog.
    Que bom que voltou! Boa semana!

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  17. Eros de Passagem12/8/26 09:29

    Oi, Sônia, belo poema! Nele, o céu vazio simboliza a falta da pessoa amada, gerando um sentimento de isolamento na escuridão. Assim, a saudade "chega forte e pulsa" no peito, impulsionando o eu-lírico a abrir a janela em busca de algum sinal ou conforto. Há o desejo de ver avivada "a luz/ouro" da estrela, restabelecendo o sentido e o suporte que o céu nega no momento.
    beijo,

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  18. Um belíssimo soneto sentido nesta noite sem estrelas.
    Vim como agradecimento e encantei com a força de sua poesia.
    Admiro os sonetos e aqui a aplaudir pela arte.
    Seguindo Sonya.
    Carinhoso abraço

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  19. Olá! Lindas palavras. Beijinhos ❤️

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