Estrela Ausente
Ó tu, que ora és a minha amada estrela,
Onde te escondes nesse céu vazio,
Num pálio escuro que ora flui tal rio,
Levando-te à cascata, sem contê-la?
Como posso eu, nu'a noite sem estrela,
Ouvir na solidão teu balbucio
Chegando a mim co' o vento brando e frio,
Trazendo à alma a voz para absolvê-la?
Na noite em que a saudade chega forte,
Pulsa o meu seio; eu corro e abro a janela
Na ânsia de ouvir-te ou algo que conforte
Esta alma que doída se rebela
Co' o céu que não lhe quer dar o suporte,
Nem avivar o ouro da minha estrela.
Sonya Azevedo

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