Ó tu que adentras pela madrugada,
Por este furacão que a noite gera,
Trazendo-me e a minha alma, esta quimera
E, ao luar, uma luz deambulada.
Vejo-te da janela embaciada
Pelas brumas da aurora que minera,
Nas estrelas anosas, as mil eras
Dos versos que me dás, agraciada.
Tu, que me trazes vida, até ternura,
És verbo, és norma nessa lei secreta
Da qual me faço inteiro e refletido.
Nesta sincronia, há forma e ventura,
No exato instante em que a lira e o poeta
Misturam-se no canto mais bendito,

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