"E, nos murmúrios do vento, vão-se os meus silêncios"" (Sonya Azevedo)

 

sábado, 22 de março de 2025

Sabor de Poesia



Tem gosto de saudade beijando o ar,
Como também se tem de ver a lua...
Porém, mais que isso, é admirar-te nua,
Com todo o movimento deste amar.

E, assim, em relva de paixões e ousar,
Visto-me de esperança a que, em charrua,
Singre o mar de ilusão desta alma tua
E co' as benditas mãos, crie um rimar.

Num alvo lírio, sua doce fragrância,
Tento inalar os versos com que irei
Fazer no coração, esta alquimia.

E neste céu pairante de abundância
Dos magos pingos d'ouros do Ágnus-Dei,
Desnudo-me a viver-te, poesia.


(Sonya Azevedo)


 

quinta-feira, 20 de março de 2025

A Ti, Poeta


 
Ó, tu que silencias a alma tal monge
A se ascender aos céus e, lá de cima,
Entre mil versos, ter o verso opima
A que, os vícios orais ele os esponje.

Tu, pegador de vento, bem ao longe
Há uma pena dançatriz que anima
Os teus silêncios, fruto dessa estima
Poética, onde a verve vem de longe.

Tua alma antiga é zen e universal
E abre-se aos sonhos natos no berçário
De estrelas e os descreve no papel.

Ó, tu, poeta, tens magia e astral
E livras o leitor do seu calvário
Ao dar-lhes versos com sabor de mel.

(Sonya Azevedo)



sábado, 22 de fevereiro de 2025

Sonhos de um Amor

 


Há candura e suspiros neste amar!
Abre o silêncio, faz emudecer
Té os murmúrios de um amanhecer
Ou o piar da coruja ao anoitar.

E tanta é a emoção que quer saltar
Do coração pulsante por prazer,
Por estes teus lábios, louco apetecer
por teus beijos..., desejos por te amar,

Por ver teu corpo, cor do alvo luar
Coberto por dourado translúcido halo 
Que expõe todo esse teu interior.

E tua luz é tanta a iluminar
Meus sonhos, que intumesce este meu falo
Desabrochando o sêmen deste amor,

(Sonya Azevedo)