O Monstrengo
Inspirado no poema homônimo
de Luiz de Camões
Ó, vendaval, agitador dos mares!
Tu que despertas vagas assassinas,
Trazes o monstro em sombras tão ladinas,
Mas não o afogas; sobes-lhe aos altares.
Uivas qual lobo e não há quem te pare!
Até os véus da nau, tu já bolinas.
Roças na quilha essa boca traquina,
Para que da maré não te separes.
Avivas sons estranhos nesse mar;
Vozes dos mortos que esse abismo herdou:
Reino de Poseidon, verbo ceifar.
Ó, monstro, quem cobiça este apogeu?
Findar a voz que o pélago calou?
Saudade é grito de quem lá ficou.
Sonya Azevedo
Peço desculpas pela ausência demorada,
mas encontro-me acometida de LER,
o que tem me impedido de digitar e crias as imagens.
Desejo a todos um Ano Novo de muitas criações,
muitas alegrias, saúde em abundância e
o sempre abençoado amos.
Luz e paz.
